O que sobrou do seu tempo?


O que sobrou do seu tempo?O que você trouxe de bom, do seu antigo tempo?

Restaram apenas algumas xícaras aqui...E ele se lembra todas as noites, enquanto ouve The Commodores,Que as ruas tranqüilas do bairro misterioso,Faziam toda a diferença quando os conflitos perturbavam a sua mente.Jamais retribuiu a alguém...
E o que sobrou do seu tempo?O que você trouxe de bom, do seu antigo tempo?
A vontade de chorar se torna sufocante.Como se já não bastasse a atmosfera opressiva do seu quarto abafado.Tantos anos se passaram.
Tantas paixões se passaram.Tantos cigarros e vinhos.Tantas resistências se passaram...E o que sobrou do seu tempo?O que você trouxe de bom, do seu antigo tempo?
O medo de viver sozinho na cidade abrigo,Que abraçou a ele e seus irmãos pequenos...
Suprido foi, rasgado e concluído.E restaram alguns ou apenas um fruto...

Mas o que sobrou do seu tempo?

O que você trouxe de bom, do seu antigo tempo?Poucos e suficientes sonhos, ainda o fazem esperar para dormirMesmo quando o sono o espia à horas...Certezas? Nenhuma.
Caprichos que a imaginação não deixa escapar nem nas noites frias...Nem quando as roupas são poupadas.
Nem quando ele sente, que já é hora de parar...Pois então, me diga...O que sobrou do seu tempo?O que você trouxe de bom, do seu antigo tempo?
Ele não encontra os sapatos,
E eu continuo sem as minhas respostas.

Sonhar, sonhar, sonhar...


Até que ponto é válido sonhar?

Será que para se voar entre as nuvens da imaginação (qq),
fazer os planos mais superficiais e ter a esperança da realização dos mesmos,
é necessário impor um limite? Alguns limites? Muitos limites? Quais limites?É, eu mesma estou me fazendo essas perguntas, e no bloco de notas, tento agora encontrar essas respostas.

Eu me lembro de muitas vezes, em conversas com parentas minhas, desabafar meus sonhos.
Sempre foi bom ouvir de outras pessoas a opinião delas sobre as minhas singelas fantasias, ou então, ouvir de outras pessoas seus sonhos, planos e devaneios...
Mas agora também percebo que esses sonhos, vieram se modificando conforme os anos foram ficando para trás. Por exemplo, com 7 anos o meu maior sonho era ter um irmão.
Pode parecer estranho, é estranho de fato. Mas era um sonho. E hoje, não consigo entender o porque disso, e prefiro mil vezes ter o quarto e os pais só pra mim.
E esse antigo sonho se tornou apenas...
Estranho.Então agora me faço novamente à pergunta do primeiro parágrafo.“É necessário impor um limite?” E vendo que meus sonhos sempre foram os mais esquisitos e sem muita ganância, acho que no meu caso não preciso de limites pra sonhar.
Talvez até precisasse de mais ousadia, e não barreiras.
E antes de tudo, pra se realizar os sonhos é necessário mais do que ousadia, liberdade e esperança...

É preciso... sonhar.